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O viés de confirmação pode atrapalhar seus negócios

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Segundo a wikipedia, viés de confirmação é a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações para confirmar crenças ou hipóteses iniciais. É um erro de raciocínio indutivo que faz com que a pessoa veja apenas uma possibilidade, e não várias. O viés de confirmação é um dos maiores motivos pelos quais um “coxinha”, mesmo frente a uma argumentação válida e baseada em fatos que seja contrária ao que ele acredita, chama o interlocutor de “petralha”. Da mesma maneira, um “petralha”, quando tem contato com algum argumento sólido e baseado em fatos que contradiz o que ele pensa, chama o interlocutor de “coxinha”. Nenhum dos dois tem a capacidade de enxergar além do horizonte que criou para si próprio.

O viés de confirmação está por trás de muito do cenário social brasileiro nos últimos tempos, mais notadamente com a internet e as redes sociais. Se você reparar bem, sua timeline do Facebook e suas pesquisas do Google costumam trazer resultados que sempre corroboram sua crença inicial. Muitos não sabem, mas para uma mesma busca, os resultados do Google são diferentes para cada usuário, conforme seu histórico de navegação e interesses. O mesmo ocorre com as informações que aparecem no seu Facebook. Isso coloca as pessoas em uma bolha perigosa e irreal que nada representa a realidade lá fora. Ok, mas o que isso tem a ver com os negócios?

Quanto maior a diversidade de informações e conhecimento, maior vai ser a qualidade e a fundamentação das suas decisões. Com o viés de confirmação atuando, um líder tende a acreditar somente naquilo que já acreditava antes. E pior, cada nova informação apenas confirma esse pensamento. Isso acontece comigo, com você, com a diretoria da sua empresa. Só que, felizmente, o mundo lá fora é muito mais variado e plural em desejos, opiniões e comportamento do que a gente costuma acreditar ou perceber.

É claro que sua empresa precisa ter foco. Mas deixar de abrir os olhos para outras oportunidades é um grande risco. Um empresário de comportamento muito conservador, que se identifica com as ideias de bolsonaros ou malafaias, por exemplo, nunca vai perceber as oportunidades de negócios que existem num mercado como, digamos, o de casais homossexuais. Nos EUA, eles são chamados de DINKs – Dual Income, No Kids (renda dupla, sem filhos). Apenas por essa denominação já é possível vislumbrar o potencial de consumo.

Saia da sua sala, do seu mundinho, do círculo de pessoa que pensa como você. Procure argumentos contrários, ideias diferentes, possibilidades não vistas. Duvide das suas próprias crenças. Derrube o viés de confirmação.

É claro que você pode, sim, estar 100% certo. Mas se estiver apenas meio certo, você automaticamente abre 50% a mais de possibilidades.

Dan Zecchinelli
Diretor Executivo de Criação da Filadélfia

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O fim dos atravessadores?

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Não é para hoje, nem para esta semana, nem para este mês. Mas os atravessadores, os negócios que intermedeiam negócios, estão acabando. Ou mudando profundamente.

Repare: os aplicativos de táxi acabaram com as cooperativas. O Uber golpeou os aplicativos de táxi. As livrarias virtuais golpearam violentamente as reais. O Google Maps no celular acabou com os aparelhos de GPS. O Whatsapp deu um baque na telefonia celular brasileira. Na norte-americana e na europeia nem tanto, porque lá a maioria das operadoras não cobra por SMS.

Alguns setores usam o e-commerce como complemento a suas lojas reais. O setor de calçados já é um fenômeno de vendas online. Ainda é um pouco complicado comprar roupas pela internet, por causa do caimento. Mesmo assim, esse mercado avança a passos largos, especialmente entre o público feminino, ávido comprador de artigos brasileiros e chineses. A China, aliás, desindustrializou o mundo, e hoje você pode criar o design do seu próprio produto e pedir a um chinês para produzir, mesmo em pequena escala, e entregar a você. A impressora 3D será, em 5 ou 10 anos, ainda mais acessível do que é agora. Quem tiver um mínimo de aptidão vai poder esculpir seus objetos exclusivos em casa.

Um setor que já teve muitas inovações, mas ainda não conseguiu se reinventar totalmente, é o de supermercados. Fazer compras pela internet é uma realidade, um processo muito prático, mas muita gente prefere ir ao local e escolher seus próprios produtos. A dinâmica realmente parece anacrônica no mundo contemporâneo. Entrar no supermercado, pegar o carrinho, tirar o produto da gôndola, colocar no carrinho, tirar o produto do carrinho, colocar na esteira, colocar o produto no carrinho, levar para o carro, tirar do carro, levar para casa. Um processo de compra muito longo, mas tão natural. O supermercado ainda é um atravessador necessário, mas muitas empresas, inclusive o grupo Super Nosso, já estão trabalhando para deixar esse processo mais prazeroso e com menos etapas.

As agências de turismo precisaram se reinventar. O viajante independente, hoje, não precisa delas para nada. Daí a especialização: existem as populares, mas também as de turismo de luxo para endinheirados, que pagam pequenas fortunas por viagens exclusivas. Idosos também são um mercado forte, tanto pela renda, quanto pela falta de familiaridade com a internet.

As agências de propaganda também estão se reinventando, mas vão precisar evoluir mais ainda. O próprio nome – agência – pressupõe um serviço de agenciamento, isto é, de atravessador. Quem trabalha hoje com marketing de produtos ou serviços não quer apenas uma empresa que agencie sua comunicação, e sim alguém que use a criatividade para alavancar marcas, negócios e vendas.

Se sua empresa está no ramo dos atravessadores, repense seu negócio. O mundo está caminhando para mudar radicalmente essa função.

Dan Zecchinelli
Diretor Executivo de criação da Filadélfia

*Artigo publicado na página OPINIÃO do jornal Estado de Minas.

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O simples é mais difícil que o complicado

Tem muito conteúdo em inglês bacana na internet, mas a gente sabe que nem todo mundo é fluente na língua de Shakespeare. Então, resolvemos dar uma mãozinha e traduzir alguns pra você. Dave Trott é uma lenda da propaganda inglesa. Autor de campanhas memoráveis na terra da rainha, além de livros como Creative Mischief, Predatory Thinking e One plus One equals Three. Nós aprendemos muito com o que ele escreve, por isso aí vai um de seus artigos mais recentes. Leia o original aqui.

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O SIMPLES É MAIS DIFÍCIL QUE O COMPLICADO

1903 foi o ano do primeiro combate entre aviões.
Apenas 10 anos depois, aviões estariam voando em uma guerra.
Eles ainda eram feitos de madeira e tecido, como pipas.
Mas na época, os homens precisavam achar meios de se matar.
Então eles levavam pistolas e rifles com eles.
Enquanto voavam lado a lado, eles atiravam uns nos outros.
É claro que isso não foi muito bem-sucedido.
Então eles tentaram maneiras mais complicadas de resolver o problema.
Eles encaixaram metralhadoras em suportes giratórios.
Isso significava dois homens por avião: um para pilotar, outro para atirar no inimigo.
E não funcionava direito: o avião voava em uma direção e a arma disparava em outra.
E o sujeito na metralhadora precisava ter cuidado para não atirar no próprio avião: na cauda, nas asas, ou mesmo no piloto.
Tudo foi se tornando mais e mais complicado e o armamento aéreo era devagar e desajeitado.
Então, em agosto de 1915, algo aterrorizante aconteceu.
De repente, a Alemanha tinha um tipo completamente novo de avião, que voava direto em direção ao inimigo, cuspindo balas para a frente.
O avião não tinha que voar ao lado do outro, devagar, com alguém tentando atirar.
Qualquer manobra que a outra aeronave tentasse fazer para escapar, o avião alemão seguia, atirando balas na direção do fugitivo.
Pilotos britânicos e franceses estavam sendo mortos às dezenas.
Não havia defesa contra essa nova arma.
Ela passou a ser conhecida como o “Flagelo Fokker”.
Porque um holandês, Anthony Fokker, havia encontrado uma maneira das metralhadoras atirarem pelo meio das hélices, sem atingi-las.
Algo que todo mundo achava impossível.
Fokker tinha as metralhadoras apontadas para a frente, então para onde quer que o avião se dirigisse, o piloto simplesmente atirava.
Porque agora, o avião inteiro era uma arma.
O que Fokker fez foi simplificar tudo para passar por cima do problema.
Ninguém mais pensou que era possível ter as armas apontando para a frente, porque as balas acertariam as hélices.
Então eles achavam alternativas complicadas.
Mas Fokker não pensava como todo mundo.
Ele desenvolveu uma série de eixos de comando conectados ao motor do avião.
De forma que o próprio motor disparasse a arma, no momento em que houvesse um espaço entre as hélices.
Fokker reverteu o problema e seus aviões atiravam em tudo no céu.
Depois de algum tempo, franceses e britânicos aprenderam a copiar o pensamento de Fokker.
E nos últimos 100 anos, todo caça usou o princípio de Fokker: armas fixas, apontando para a frente.
Enquanto todo mundo tentava soluções mais e mais complicadas, Fokker fez o oposto.
Ele foi criativo e passou por cima do problema.
Ele não tentou solucionar o mesmo problema, ele mudou-o para um problema diferente.
E então, todas as soluções complicadas imediatamente se tornaram redundantes.
Pessoas estúpidas pensam que o complicado é inteligente.
Mas pessoas espertas sabem que o simples é inteligente.
Porque você precisa ir além do complicado para chegar ao simples.

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Filadélfia, a grande vencedora do Prêmio Octo

O Prêmio Octo julga cases de comunicação baseados na estratégia e nos resultados. E a Filadélfia provou que, além de ser uma agência criativa, também é uma agência estratégica. Dos 10 cases finalistas, 5 foram da agência. E das 4 categorias, a Filadélfia venceu 3: Micro e Pequenas empresas, com o trabalho “CasaCor Minas 2012”. Serviços, com o case “Aids – Viver ou Viver”, para o Grupo Vhiver. E Indústria, com a campanha “Lixo”, para a Vallourec, que também foi vencedora do Octo Optimus, o case com a maior pontuação entre os jurados. Esta conquista inédita é mais uma prova de como a criatividade é indispensável para a estratégia. E mostra que a Filadélfia é, acima de tudo, uma agência comprometida com resultados efetivos para seus clientes.

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