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Storytelling x Verborragia

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(por Dave Trott, originalmente aqui)

Hoje em dia, todo mundo precisa dizer que é storyteller.

Como quase tudo, é apenas um nome novo para uma ideia antiga.

Mas pergunte a eles o que é uma história e eles vão enterrar você em adjetivos.

Uma história é: tocante, envolvente, divertida, educativa, edificante.

Ela deve revelar uma verdade interior, despertar uma emoção básica, expressar uma necessidade básica, falar para a humanidade comum em cada pessoa.

E você continua sem entender.

Porque eles nunca dizem nada que possa ser definido claramente.

Mas Steve Pressfield é um storyteller de verdade.

Ele já escreveu publicidade, peças, romances.

Ele escreveu um livro chamado “NINGUÉM QUER LER SUAS BESTEIRAS” (Nobody wants to read your shit).

E quando ele escreve sobre uma história, é o senso comum, claro e cristalino.

E a coisa mais útil que você vai ler sobre seu negócio.

Aqui está:

MESMO UMA NÃO-HISTÓRIA É UMA HISTÓRIA

Quais são os elementos estruturais universais de todas as histórias?
1) Gancho.
2) Construção.
3) Desfecho.

This is the shape any story must take.
Essa é a forma que qualquer história deve ter.

1) Um começo que “agarre” o ouvinte.

2) Um meio que escala em tensão, suspense, excitação.

3) Um final que deixa tudo perfeitamente claro, de maneira estimulante.

Isso é um romance, uma peça, um filme, uma piada, uma sedução, uma campanha militar.

Também é sua palestra no TED, sua campanha de vendas, sua tese de mestrado, e sua saga real de 890 páginas da vida de sua tatara-tataravó.

Aí está.
Esqueça todos aqueles adjetivos tocantes e fofinhos.

Se você não tem 1), 2) e 3), você não tem nada.

Se você não tem um gancho, você não vai chamar a atenção das pessoas, elas não vão parar e ver, então tudo mais será irrelevante.

Você precisa construir, onde cada palavra faz exatamente isso: constrói, adiciona algo ao que aconteceu antes. Se isso não ocorre, corte.

Finalmente, o desfecho: o pensamento que você quer que o leitor, ou espectador, ou consumidor leve com ele.

Qual é a coisa principal que você quer que eles lembrem?

É assim que uma grande sinfonia funciona, é como você escreve grandes textos, é como você deve montar seu portfolio.

Agarre a pessoa, mantenha-a interessada, deixe-a com algo para levar. Para mim, é o trabalho de um diretor criativo.

Para ter certeza de que cada trabalho saindo do departamento criativo tenha essa estrutura.

Não ditar o estilo da agência ou a execução.

Cada criativo tem seu estilo, como num time de futebol.

Mas saiba que a estrutura certa está em cada trabalho.

Porque essa estrutura: 1), 2) e 3) é como toda história funciona.

E funciona desse jeito por uma simples razão.

Porque é nessa estrutura que a mente humana funciona.

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O fim dos atravessadores?

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Não é para hoje, nem para esta semana, nem para este mês. Mas os atravessadores, os negócios que intermedeiam negócios, estão acabando. Ou mudando profundamente.

Repare: os aplicativos de táxi acabaram com as cooperativas. O Uber golpeou os aplicativos de táxi. As livrarias virtuais golpearam violentamente as reais. O Google Maps no celular acabou com os aparelhos de GPS. O Whatsapp deu um baque na telefonia celular brasileira. Na norte-americana e na europeia nem tanto, porque lá a maioria das operadoras não cobra por SMS.

Alguns setores usam o e-commerce como complemento a suas lojas reais. O setor de calçados já é um fenômeno de vendas online. Ainda é um pouco complicado comprar roupas pela internet, por causa do caimento. Mesmo assim, esse mercado avança a passos largos, especialmente entre o público feminino, ávido comprador de artigos brasileiros e chineses. A China, aliás, desindustrializou o mundo, e hoje você pode criar o design do seu próprio produto e pedir a um chinês para produzir, mesmo em pequena escala, e entregar a você. A impressora 3D será, em 5 ou 10 anos, ainda mais acessível do que é agora. Quem tiver um mínimo de aptidão vai poder esculpir seus objetos exclusivos em casa.

Um setor que já teve muitas inovações, mas ainda não conseguiu se reinventar totalmente, é o de supermercados. Fazer compras pela internet é uma realidade, um processo muito prático, mas muita gente prefere ir ao local e escolher seus próprios produtos. A dinâmica realmente parece anacrônica no mundo contemporâneo. Entrar no supermercado, pegar o carrinho, tirar o produto da gôndola, colocar no carrinho, tirar o produto do carrinho, colocar na esteira, colocar o produto no carrinho, levar para o carro, tirar do carro, levar para casa. Um processo de compra muito longo, mas tão natural. O supermercado ainda é um atravessador necessário, mas muitas empresas, inclusive o grupo Super Nosso, já estão trabalhando para deixar esse processo mais prazeroso e com menos etapas.

As agências de turismo precisaram se reinventar. O viajante independente, hoje, não precisa delas para nada. Daí a especialização: existem as populares, mas também as de turismo de luxo para endinheirados, que pagam pequenas fortunas por viagens exclusivas. Idosos também são um mercado forte, tanto pela renda, quanto pela falta de familiaridade com a internet.

As agências de propaganda também estão se reinventando, mas vão precisar evoluir mais ainda. O próprio nome – agência – pressupõe um serviço de agenciamento, isto é, de atravessador. Quem trabalha hoje com marketing de produtos ou serviços não quer apenas uma empresa que agencie sua comunicação, e sim alguém que use a criatividade para alavancar marcas, negócios e vendas.

Se sua empresa está no ramo dos atravessadores, repense seu negócio. O mundo está caminhando para mudar radicalmente essa função.

Dan Zecchinelli
Diretor Executivo de criação da Filadélfia

*Artigo publicado na página OPINIÃO do jornal Estado de Minas.

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O simples é mais difícil que o complicado

Tem muito conteúdo em inglês bacana na internet, mas a gente sabe que nem todo mundo é fluente na língua de Shakespeare. Então, resolvemos dar uma mãozinha e traduzir alguns pra você. Dave Trott é uma lenda da propaganda inglesa. Autor de campanhas memoráveis na terra da rainha, além de livros como Creative Mischief, Predatory Thinking e One plus One equals Three. Nós aprendemos muito com o que ele escreve, por isso aí vai um de seus artigos mais recentes. Leia o original aqui.

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O SIMPLES É MAIS DIFÍCIL QUE O COMPLICADO

1903 foi o ano do primeiro combate entre aviões.
Apenas 10 anos depois, aviões estariam voando em uma guerra.
Eles ainda eram feitos de madeira e tecido, como pipas.
Mas na época, os homens precisavam achar meios de se matar.
Então eles levavam pistolas e rifles com eles.
Enquanto voavam lado a lado, eles atiravam uns nos outros.
É claro que isso não foi muito bem-sucedido.
Então eles tentaram maneiras mais complicadas de resolver o problema.
Eles encaixaram metralhadoras em suportes giratórios.
Isso significava dois homens por avião: um para pilotar, outro para atirar no inimigo.
E não funcionava direito: o avião voava em uma direção e a arma disparava em outra.
E o sujeito na metralhadora precisava ter cuidado para não atirar no próprio avião: na cauda, nas asas, ou mesmo no piloto.
Tudo foi se tornando mais e mais complicado e o armamento aéreo era devagar e desajeitado.
Então, em agosto de 1915, algo aterrorizante aconteceu.
De repente, a Alemanha tinha um tipo completamente novo de avião, que voava direto em direção ao inimigo, cuspindo balas para a frente.
O avião não tinha que voar ao lado do outro, devagar, com alguém tentando atirar.
Qualquer manobra que a outra aeronave tentasse fazer para escapar, o avião alemão seguia, atirando balas na direção do fugitivo.
Pilotos britânicos e franceses estavam sendo mortos às dezenas.
Não havia defesa contra essa nova arma.
Ela passou a ser conhecida como o “Flagelo Fokker”.
Porque um holandês, Anthony Fokker, havia encontrado uma maneira das metralhadoras atirarem pelo meio das hélices, sem atingi-las.
Algo que todo mundo achava impossível.
Fokker tinha as metralhadoras apontadas para a frente, então para onde quer que o avião se dirigisse, o piloto simplesmente atirava.
Porque agora, o avião inteiro era uma arma.
O que Fokker fez foi simplificar tudo para passar por cima do problema.
Ninguém mais pensou que era possível ter as armas apontando para a frente, porque as balas acertariam as hélices.
Então eles achavam alternativas complicadas.
Mas Fokker não pensava como todo mundo.
Ele desenvolveu uma série de eixos de comando conectados ao motor do avião.
De forma que o próprio motor disparasse a arma, no momento em que houvesse um espaço entre as hélices.
Fokker reverteu o problema e seus aviões atiravam em tudo no céu.
Depois de algum tempo, franceses e britânicos aprenderam a copiar o pensamento de Fokker.
E nos últimos 100 anos, todo caça usou o princípio de Fokker: armas fixas, apontando para a frente.
Enquanto todo mundo tentava soluções mais e mais complicadas, Fokker fez o oposto.
Ele foi criativo e passou por cima do problema.
Ele não tentou solucionar o mesmo problema, ele mudou-o para um problema diferente.
E então, todas as soluções complicadas imediatamente se tornaram redundantes.
Pessoas estúpidas pensam que o complicado é inteligente.
Mas pessoas espertas sabem que o simples é inteligente.
Porque você precisa ir além do complicado para chegar ao simples.

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Mondaine lança mapa do amor para campanha de namorados

O tempo todo, em qualquer lugar, uma história de amor pode começar. Onde começou a sua?

Para comemorar o dia dos namorados, a Mondaine lançou um mapa do amor, que marca o local do início de vários dos amores espalhados pelo Brasil.

O aplicativo – nativo do Facebook – pode ser acessado pelo endereço http://bzz.ms/ondeoamorcomeca. Após a participação, o usuário ainda pode compartilhar a sua história na rede. Participe!

Veja no vídeo como funciona:

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